Fake News e a influência dos grandes
- Grupo 1
- 2 de nov. de 2020
- 3 min de leitura
Membros da política brasileira buscam garantir atenção populacional por meio de notícias falsas

O termo “Fake News” foi originalmente criado em 2016, após as eleições dos Estados Unidos. No entanto, a manipulação das redes sociais para influência no posicionamento político da população não se restringiu ao país: no Brasil, em meio a tantos candidatos e concorrentes, membros da política utilizam notícias falsas para conquistar votos.
As redes sociais são as maiores responsáveis pela propagação de Fake News. O aplicativo de conversa WhatsApp aparece como líder em distribuição de Fake News no país de acordo com um estudo realizado pela Avaaz, destacando que 6 em cada 10 pessoas tiveram o aplicativo de mensagem como propagador de notícias falsas sobre o novo Coronavírus. O Facebook, seria o segundo maior no ranking, com 5 em cada 10 internautas.
A advogada Márcia Galvão acredita que a desigualdade social é um fator importante para a propagação de Fake News. “A falta de acessibilidade às partes carentes torna a propagação das notícias inventadas, verdadeiras”, afirma a profissional. Márcia destaca também, que a falta de uma cultura educacional é um fator importante. “Se não há educação, não há saber, não há sagacidade de compreender o que pode ou não ser mentira”, disse.
Alguns grupos políticos estão se aproveitando cada vez mais dessa fonte de desinformação para se beneficiar. No Brasil, segundo reportagem do portal G1, o Presidente Jair Bolsonaro tem ligações com páginas em redes sociais que espalham essas fake news Seu assessor Tercio Arnaud Tomaz, que integra o “Gabinete do Ódio”, foi apontado como responsável pela página “Bolsonaro Opressor 2.0” no Facebook. A página retirada do ar com mais de 1 milhão de seguidores era um meio de divulgação de várias desinformações.
O Presidente Bolsonaro, desde o começo da sua campanha, criou um bloqueio aos meios de comunicação. Suas falas agressivas como "vontade de encher tua boca com porrada, tá? Seu safado", para um jornalista do jornal O Globo, demonstra o jeito que ele vem tratando os profissionais. O jornal BBC News Brasil relatou em uma de suas matérias algumas ações do Presidente aos meios de comunicação e seus profissionais.
Para o Cientista Social Guilherme Carvalhido, a desvalorização da mídia beneficia o Presidente. “Esse bloqueio foi criado para disputar espaço político e polarizar o debate. Do ponto de vista do grupo do Presidente ficará assim, pois beneficia sua posição eleitoral”, diz Guilherme. Segue abaixo um vídeo de Guilherme Carvalhido comentando como a imprensa séria deve agir em relação as noticias falsa e como esse combate evita que grupos políticos possam se aproveitar:
Para Antônio Marcelo Jackson, professor da Universidade Federal de Ouro Preto (MG), Bolsonaro pode “acabar” caso as fake news acabem também. Em sua entrevista para o Jornal do Brasil ele diz que o Presidente e outros candidatos foram eleitos a partir dessas desinformações. O professor relembra a manifestação das mulheres que ocorreu em 2018, em várias cidades do Brasil e conta como esses grupos políticos usaram imagens falsas para descredibilizar o movimento.
A desinformação para este grupo é uma maneira de manter a popularidade, não há motivos para preocupação enquanto a desvalorização das mídias profissionais continuar. A matéria feita por Rapheal Trotta para o site Medicina S/A afirma que houve um crescimento da desinformação na pandemia. A auto medicação, a busca por medicamentos como a cloroquina e ivermectina, negação de se manter em quarentena, entre outras são atitudes de grande parte dos eleitores bolsonaristas.
Sendo a desinformação o vilão da atualidade, grupos políticos em geral se aproveitam para ganhar mais credibilidade e agradar os desejos de seus eleitores. Como diz Guilherme na entrevista acima, enfraquecer as falsas notícias é prevenir que esses grupos ganhem ou mantenham-se no poder.
Por: Letícia Zamboni, Natália Nabuco, Débora Santos e Ingrid Cristine.




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